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Dom Geovane Luís da Silva

Dom Geovane Luís da Silva nasceu em Barbacena, no dia 21 de junho de 1971. É o quarto filho do casal José Sabino da Silva e Antônia Ferreira da Silva. Cursou filosofia e teologia no Seminário São José de Mariana. Foi ordenado presbítero no dia 21 de junho de 1997, em Carandaí, cidade onde cresceu e viveu.

Sempre exerceu o seu ministério pastoral duas cidades históricas importantes da Arquidiocese de Mariana: Ouro Preto e Mariana. Em Ouro Preto foi Vigário Paroquial, na Paróquia de Santa Ifigênia. No ano de 1998, foi transferido para Paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Mariana, onde exerceu as seguintes funções: Pároco, Administrador Paroquial e Vigário Paroquial.

Desde 1998, é professor de Teologia Sacramental no Seminário de Mariana. Obteve o título de mestre em 2005 pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, onde estudou Teologia Dogmática. Em sua tese de mestrado – “Sacrosanctum Concilium 59: elementos de teologia sacramental” – fez uma análise do Artigo 59 da Constituição Sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II. Possui Pós-graduação em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

No ano de 2006, foi escolhido pelo reitor do Seminário de Mariana para exercer o cargo de Diretor Acadêmico do Curso de Teologia, onde ainda leciona as seguintes disciplinas: Introdução à Liturgia e Sacramentos; Batismo-Crisma-Eucaristia; Penitência e Unção dos Enfermos.

Em 1999, foi nomeado Conselheiro da Fundação Cultural da Arquidiocese de Mariana, cargo que ele ainda exerce até hoje. Durante cinco anos (1999 – 2003) exerceu a função de Diretor do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana onde realizou diversos serviços de revitalização, bem como a restauração de obras de arte do precioso acervo do Museu. Idealizador do projeto de restauração da Igreja do Rosário de Mariana, onde será instalado o Museu Vieira Servas.
Participou ativamente de dois processos de Beatificação: de Dom Antônio Ferreira Viçoso e de Isabel Cristina. No primeiro processo, exerceu a função de notário e, no segundo, recebeu o cargo de teólogo censor. Foi coordenador da catequese na Região Mariana-Norte, da Arquidiocese de Mariana.

No dia 2 de maio de 2011, foi nomeado pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena, pelo Arcebispo Dom Geraldo Lyrio Rocha. Exerceu durante quase dois anos a função de assessor da pastoral litúrgica, na Região Mariana-Sul da Arquidiocese de Mariana. Foi professor no Seminário até junho de 2016. Exerceu a função de vigário episcopal durante três anos (2013-2016) e foi membro do Colégio dos Consultores da Arquidiocese de Mariana.

No dia 21 de dezembro de 2016, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, pelo Papa Francisco. Sua ordenação episcopal foi celebrada no dia 25 de março de 2017, em Barbacena, na Basílica de São José Operário. Atualmente é promotor de justiça no Processo de Beatificação do Servo de Deus Dom Luciano.

MINISTÉRIO NA ARQUIDIOCESE DE BELO HORIZONTE

No dia 5 de abril de 2017, iniciou seu ministério pastoral na Arquidiocese de Belo Horizonte, onde lhe foi confiada as seguintes atribuições: acompanhar a Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade (RENSP), o Vicariato Episcopal Para a Ação Pastoral (VEAP), o Secretariado Arquidiocesano de Liturgia (SAL), o Tribunal Eclesiástico, a Vigararia Geral e a Chancelaria e o Conselho Arquidiocesano dos Reitores de Santuário.

A Rensp é formada pelos municípios de Caeté, Nova Lima, Rio Acima, Raposos, Sabará, Taquaraçu de Minas, Nova União e parte de Belo Horizonte.

 

O BRASÃO DE ARMAS E SUA SIMBOLOGIA


O brasão episcopal recolhe no seu interior os símbolos que expressam o ideal pastoral, missionário e espiritual do bispo eleito. Ao centro pode-se ver o Tronco de Jessé, símbolo da história da salvação que atinge a sua plenitude em Cristo. É uma referência à profecia de Isaías: “Nascerá uma haste do tronco de Jessé e, a partir da raiz, surgirá o rebento de uma flor” (Is 11,1). Podemos ver ali toda a genealogia de Jesus, o povo que lhe pertence e do qual nós fazemos parte. Pela graça de Cristo tornamo-nos membros da família de Deus (Ef 2,19). Do lado esquerdo do tronco nasce o rebento ou broto vicejante, que se ergue verticalmente e se abre em flor. A Rosa que desponta do rebento e se eleva ao céu evoca a presença da Virgem Maria, Senhora da Piedade, “Rosa Branca e Imaculada”, Padroeira de Minas e de Barbacena, mas também recorda a Mãe de Maria, Sant’Ana, padroeira de Carandaí. Os dois nomes justapostos – Maria e Ana – nos remetem à Arquidiocese de Mariana, Igreja Primaz das Minas Gerais. O fundo azul indica a beleza da vida cristã que encontra sua máxima expressão em Maria, Serva, Mãe e Discípula do Senhor.

Na parte superior do brasão, à direita, vê-se uma Águia, símbolo de Cristo Ressuscitado e de sua fidelidade à sua Esposa, a Igreja. Assim como a águia a vida inteira tem um ninho só e nunca procura outro lugar para procriar seus filhos, exatamente assim Cristo ama sua única Igreja. Este pássaro evoca a realidade do renascimento e da vida nova (Sl 103,5). Ele acompanha alguns Santos, seja pelo fato de serem santos e por isso terem alcançado as alturas, seja por sua sabedoria enquanto mestres, seja ainda pelo espírito contemplativo que os distinguiram. No brasão episcopal, a águia nos remete ao discípulo amado, João Evangelista e ao Doutor da Igreja, Santo Agostinho e ao onomástico do bispo eleito. À esquerda vê-se uma Cruz Latina dourada da qual nasce o Cajado. A Cruz simboliza o sacrifício de Cristo que vivifica a Igreja. Ela é sinal da autodoação de Cristo, da qual nasce a missão pastoral dos membros do Colégio Apostólico. A divisa, abaixo do brasão, ostenta o lema episcopal “Sit amoris officium” que nasce do comentário ao Evangelho de João 21, 12-19, feito por Agostinho, no Discurso CXXIII.5 sobre “O colóquio emblemático de Cristo com Pedro”. Comentando esta perícope joanina assim se expressou o Doutor da Igreja: “Seja serviço de amor, apascentar o rebanho do Senhor”. O amor atinge a sua beleza e maturidade no serviço, e este por sua vez não será fecundo se não houver aquele amor que nos leva ao sacrifício de si mesmo pelo outro. O amor sem serviço é alienação, mas o serviço sem amor é escravidão.

 

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